Tendências & Preços

Marcas de supermercado vs. marcas de fabricante: a guerra de preços que beneficia o consumidor

A crescente quota de mercado das marcas próprias dos supermercados está a criar uma pressão de preços que pode beneficiar as famílias portuguesas.

Marcas de supermercado vs. marcas de fabricante: a guerra de preços que beneficia o consumidor

A quota de mercado das marcas próprias em Portugal chegou a 37% em 2023, o nível mais alto de sempre. Em países como o Reino Unido e a Alemanha, essa quota ultrapassa os 50%. Esta tendência está a transformar a relação de poder entre retalhistas e marcas de fabricante.

O que está a acontecer

Os grandes retalhistas — Continente, Pingo Doce, Lidl, Aldi — estão a investir crescentemente nas suas linhas de marca própria, tanto em qualidade como em variedade. O objectivo é duplo: oferecer preços mais baixos aos consumidores e capturar margens mais altas do que na venda de marcas de fabricante.

O efeito no consumidor

A competição crescente entre marcas brancas e marcas de fabricante está a criar pressão descendente nos preços em categorias chave. As marcas de nome estão a oferecer mais promoções, embalagens "família" e packs especiais para tentar manter relevância.

Categorias onde a tendência é mais marcada

  • Lacticínios — marcas brancas ganharam 15 pontos percentuais de quota em 5 anos
  • Produtos de limpeza — marcas próprias dominam agora mais de 50% das vendas
  • Cereais de pequeno-almoço — crescimento forte das alternativas de marca branca

Para o consumidor atento, este ambiente cria oportunidades. A Menna, ao registar o histórico de preços dos produtos que compras regularmente, pode ajudar a identificar quando uma promoção de marca de fabricante vale realmente a pena em comparação com a marca branca habitual.