O segmento de proteína alternativa — vegetais, cultivada em laboratório, à base de insectos — cresceu 45% em Portugal entre 2020 e 2023. Mas continua a representar apenas 2-3% das vendas totais de proteína. A razão principal: o preço.
A comparação de preços (por 100g de proteína)
- Frango (peito) — 1,80-2,50€
- Ovo — 0,80-1,20€
- Feijão cozido — 0,30-0,50€
- Tofu — 2,50-4,00€
- Hambúrguer vegetal (tipo Beyond Meat) — 6,00-10,00€
- Tempeh — 3,50-5,00€
A proteína alternativa mais económica
Leguminosas — feijão, grão, lentilhas, ervilhas — são proteínas de origem vegetal extremamente acessíveis e com excelente perfil nutricional. Uma dieta que inclua 3-4 refeições semanais de leguminosas pode reduzir significativamente o custo proteico sem recorrer a produtos ultra-processados de "proteína alternativa" de marketing.
A tendência real: redução de carne, não eliminação
Os dados de consumo mostram que a maioria das famílias não está a tornar-se vegetariana — está a reduzir a frequência de consumo de carne e a substituir alguns dias por proteínas mais económicas. Esta flexitarianismo pragmático pode representar uma poupança de 50-100€/mês numa família de 4.