A família Sousa vive em Évora: os avós Fernanda (72) e Manuel (75), os pais Cristina (47) e Rui (49), e dois filhos adolescentes de 15 e 17 anos. Seis pessoas, necessidades alimentares muito diferentes, e um único orçamento de supermercado.
O desafio específico das famílias alargadas
"A minha sogra tem restrições dietéticas — diabetes e tensão alta. Os miúdos comem coisas completamente diferentes dos adultos. E o meu marido e eu temos preferências diferentes dos dois grupos", conta Cristina. "Era impossível satisfazer toda a gente sem gastar uma fortuna."
O inventário inicial: quanto gastavam realmente
Quando decidiram analisar as compras durante 2 meses, os números surpreenderam: 1.100€/mês em supermercado para 6 pessoas — uma média de 183€ por pessoa, muito acima da média nacional de ~130€.
As principais fontes de despesa excessiva:
- Compras separadas pelos avós e pelos pais (duplicação de produtos)
- Produtos específicos para a dieta da avó que ela própria comprava em pequenas quantidades a preços altos
- Snacks para os adolescentes comprados ad hoc, sempre nos sítios mais caros
A reorganização
Criaram um sistema único: uma lista partilhada com categorias por "utilizador" (base da casa, avós, adolescentes). Passaram a fazer uma grande compra semanal conjunta, em vez de 4-5 idas separadas.
Os produtos dietéticos da avó Fernanda passaram a ser comprados em maiores quantidades online, com descontos de quantidade significativos.
Resultado: -280€/mês
"Passámos de 1.100€ para 820€ sem ninguém ficar a comer menos ou pior. A mudança foi toda de organização." O rastreio das compras foi o catalisador — ao perceber onde estava o dinheiro, foi possível eliminar as ineficiências sem conflito.